Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

Cultura: contexto antropológico

por Franciele Bandeira Figueiredo Till - Professora do Senac Gramado

Ao retratar o tema cultura, pode-se pensar em muitas situações pertinentes. Porém, para representar este estudo, reconhece-se a noção de cultura a partir da Antropologia. O teórico Geertz propõe que os estudos da cultura se tornem uma ciência interpretativa, e não uma ciência em busca de leis. “Assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura dos significados. ” (1989, p. 4)

Assim, passa-se a interpretar o conjunto de mecanismos do comportamento: os usos, os costumes, as tradições e os hábitos. É um olhar mais aguçado de mover-se em um terreno instável para tentar desvendar seu sentido. Nessa mesma concepção, Journet aponta que “a noção de cultura não se confunde com a soma de conhecimentos partilhados por qualquer grupo de pessoas. Na medida em que se adere a ela, a cultura age sobre o modo como pensamos e agimos. ” (2002, p.9-10)

Ambas as colocações referenciadas mostram uma desarticulação da cultura, onde a mesma pode controlar ou veicular, dar origem ou força, fazendo alusão a seu sentido etimológico. A cultura é processo dinâmico, tem funções e, como aborda Journet, é “fazer da cultura algo mais mental que material: ela não consiste apenas em objetos, em dispositivos, em símbolos, mas também em representações fixadas em nossos cérebros humanos. ” (2002, p. 10)

Pensa-se o todo e não suas partes individualmente, é uma relação de coletividade. Ela passa a ser veículo de socialização, quando for tratada como um processo vivo, dinâmico de uma determinada coletividade, comunidade ou região.

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