Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

A boa técnica a serviço da acessibilidade

por Luis Soledade da Silva - Docente do Senac Tramandaí

As atividades humanas representam um constante esforço de conciliação entre seus focos de interesse e as dificuldades derivadas do meio. Tais dificuldades são estabelecidas em maior ou menor grau, em razão direta das estratégias de interface que o ser humano implementa, por ocasião da sua interação com este meio. Daí a vital importância dessas estratégias estarem norteadas por boas técnicas de abordagem que, a seu final, permitam uma exitosa experiência de interação ser humano com o meio.

E quando o meio não é o natural ou, como alguns preferem, o meio material? E quando o meio não é produzido a partir de regras que a natureza estabelece, mas sim por caminhos inteiramente produzidos por mãos humanas? E quando falamos de meios como o virtual, digital e eletrônico, meio este que se apresenta à humanidade como sua criatura e produto? Bem, neste caso as regras de produção e correção das interfaces são visivelmente outras. Resta ao ser humano a responsabilidade direta pelos caminhos a se trilhar. Não cabe mais responsabilização do imponderável. Não são mais suportadas, então, atitudes passivas onde o agente ativo do processo (ser humano) simplesmente se exime das responsabilidades básicas de análise, crítica e implicação no esforço de concepção dos caminhos.

Isto, penso, justifica de pleno a importância dos aspectos técnicos que a documentação da W3C – Web Content Accessibility Gidelainas 1.0 (1999) aponta como necessários à boa implementação de um sítio de Internet, pelo viés da acessibilidade. Assim, estabeleço aqui algumas reflexões com fulcro nesta documentação, a saber:

– Os conteúdos visuais disponíveis nas páginas devem ter seu equivalente sonoro;

– A utilização de contrastes de cores com a possibilidade de opção por interfaces monocromáticos com iguais resultados;

– Uso de padrões gramaticais claros para os textos, com paralela tradução para linguagens especiais como Libras;

– Disponibilização de alternativas às tecnologias de ponta, quando estas não estão disponíveis no microcomputador do cliente;

– Permitir a intervenção do usuário cliente no formato de exibição de tela, interrompendo movimentos e redimensionando tamanhos e níveis de proximidades (zoom) de textos e imagens;

– Permitir a interface do usuário por meio de dispositivos diversos e alternativos, como comandos de teclado, mouse ou voz;

– Estabelecer níveis maiores e menores de sofisticação na interação do usuário com os sítios de Internet, com vistas a pessoas com deficiências cognitivas;

– Disponibilizar recursos de ajuda ao usuário, orientando este na navegação, por alternativas visuais e sonoras;

Essas são as linhas gerais que depreendo da documentação em análise. Penso, assim, que se respeitadas estas linhas de desenvolvimento e implementação de sítios de Internet, teremos em mãos um fenômeno inédito de alargamento na participação do público com necessidades especiais, junto a este mundo virtual. Um universo novo e mutante que, por suas características mais elementares, busca a universalização do acesso à informação e que, só por esta razão, não comporta em si conceitos diversos a inclusão, seja esta social ou virtual.

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