Senac

Rio Grande do Sul

Artigo

O Desafio de ser mãe em meio a um câncer de mama

por Camila Martins de Lima - Docente

Em meio a campanhas de conscientização e rodas de conversa sobre o assunto que predomina em todas as salas de aula, o desafio proposto para a turma de adolescentes entre 14 e 18 anos, era construir uma redação sobre o Outubro Rosa, utilizando-se de textos bases e conhecimento pessoal.

Em meio a dúvidas e questionamentos, surge uma mão levantada, ao fundo da sala, solicitando a palavra. A pergunta que se seguia iria mudar o rumo de todo o trabalho: Professora, a senhora me permite fazer um relato? Minha mãe passa por um câncer de mama! Aceitei a proposta, e o discorrer da história traz muita emoção, lágrimas, sorrisos, mas, principalmente, traz um assunto que precisa ser levado em consideração: quem cuida do coração de uma mãe enquanto seu peito está sendo dilacerado por uma doença? Quem cuida dos filhos enquanto a mãe não consegue sentir-se plena de suas capacidades maternas?

O desafio de enfrentar uma doença que traz um turbilhão de sentimentos e mudanças, juntamente com a necessidade de ser mãe, torna-se um dos processos mais dolorosos para ambas as partes. Descobre-se uma mãe dentro de uma filha, e uma mulher que usava capa de heroína, de repente, torna-se a parte mais frágil da casa.

Quem poderá me defender? A adolescente de 14 anos relata o sentimento de abandono e de desespero que sentia, toda vez que via sua mãe chegar das sessões de quimioterapia, cada vez mais fraca, cada vez mais careca, cada vez mais frágil. Sua heroína havia se transformado em uma boneca de porcelana, e ela não sabia qual das opções doía mais: ver sua mãe chorar, ou saber que ela não se sentia no direito de chorar perante sua filha.

Ambas viram-se sozinhas para enfrentar um mundo totalmente desconhecido: a mãe pouco sabia sobre o câncer que a cometia, e a filha, pensava ser muito jovem para pensar nisso, o que traz outra reflexão relevante: o câncer de mama precisa ser trabalhado em todos os locais, inclusive dentro da escola, onde o assunto deve ser adaptado para todas as idades.
Quando uma doença dessas acomete uma família, todos precisam de informação, todos precisam estar preparados para as situações que irão presenciar. O preparo dos familiares e das pessoas próximas é tão importante quanto o próprio preparo do paciente.

O fator mais importante disso tudo é lembrarmos que o físico pode ser curado com a mais alta tecnologia médica, mas as mulheres necessitam de cuidados psicológicos, precisam sentir-se heroínas novamente, precisam saber que sua capa não sumiu e que elas continuam sendo guerreiras, fortes, mulheres E MÃES, como sempre foram e como sempre seus filhos a verão.

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